domingo, 23 de setembro de 2007

Vanessando vou


Voltando ao tema década de 80, era muito na moda gostar da chamada Vanguarda paulistana, que fazia música pra meia dúzia de pessoas. Caras como Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, a chata da Tetê Espíndola, além de bandas como o Premeditando o Breque e a Patife Band - que musicou "Poema em linha reta", quer dizer, meio que musicou.

Gostar dessas coisas fazia parte do comportamento pernóstico dos chamados yuppies da época. Acontece que a música era uma merda. Arrigo Barnabé fazendo dupla com Tetê Espíndola em "Pô, amar é importante" era considerado clássico. Imagine, se a letra já é a maravilha que se apresenta- e olha que quase não tenho preconceitos com relação a gostos musicais-, quanto mais a melodia da canção, além da interpretação do Arrigo - sempre parecendo um bêbado-, que era sofrível, e o histrionismo da Tetê.
O equivalente, hoje, a gostar daquilo seria gostar da enjoadíssima Vanessa da Matta; achar a Negra Li o máximo; entender as letras do Jair Oliveira como algo espetacular; acreditar-ainda-que o Jorge viadercilo é mesmo o "Novo-Djavan".

O ápice do sucesso da VP foi quando o Língua de Trapo chegou às finais de um dos festivais organizados pela Globo com "Os metaleiros também amam", que era engraçada apenas por fazer troça dos metaleiros.

Acontece que esse povo da atualidade se acha sério. A VP era ruim e se entendia com tal. Quem gosta de gente como Vanessa da Matta, que assassinou Por enquanto do Legião deve ser considerado cúmplice.

Sou bastante eclético com relação à música, mas não consigo aceitar esse pop travestido de mpb que se faz hoje por aí. Pode-se até gostar da música, mas não me venha dizer que sou obrigado a isso.



3 comentários:

Gileade disse...

Vou ter que ouvir alguma coisa da Vanessa da Mata pra dizer o que acho...

Mas postei um sambinha da Maria Rita lá no meu blog e acho que ele está bem legal. Vai ouvir, vai. Pode reclamar, se não não seria você!

Ana disse...

e quem gosta de loser manos? se mata?

Andrea disse...

Eu adoro Vanessa da Mata. Ouço os três CDs e amei o show. Curto MPB, pop...o que vier.