quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Axé pra todo mundo


Chegou o carnaval. Com ele vem a raça toda: Ivete, Tomate, Chiclete. Eva, Babado, Asa de águia. Daniella, Gilberto Gil, Camarote da Brahma. Suzana Vieira. Belo, Gracyanne (nome de pobre tem que ter letra geminada e Y). Grazi. BBBs. Monique Evans, Pânico, Cléber Machado. Enredos indecifráveis.


Frevo, guarda-chuva. Abadá a mil reais. Professor em Porto Seguro. Retiro em Macaé.


Fico imaginando como deve ser o carnaval no Espírito Santo. Aliás, eu nem sei se ainda existe esse estado. (Todos sabem que o nome é um lobby dos católicos, cujos padres também exigiram a instalação da fábrica da Garoto...) Lá não tem carnaval tradicional, só matinées.


Eu amo carnaval. Carnaval em Kopenhagen, obviamente. O daqui é baiano demais. Jamais sairá do meu bolso (voluntariamente) um real que seja para patrocinar essa festa primitiva. Só mesmo nessa época que os machos ômega arrumam um pro café. Até porque, fora do cordão de isolamento, vale tudo.


Com todo o movimento, pelo menos o Fábio Assunção consegue um fornecedor novo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Quanto custa?

Um dos motivos de eu ter me apaixonado pelo estudo da linguagem é justamente o sem-número de possibilidades de significalções que as sentenças e os vocábulos oferecem.

Interessante é que não há a menor necessidade de ser lingüista para explorar essas possibilidades. Assim o fizeram algumas lojas do Plaza shopping, em Niterói.

Por exemplo, eu sempre achei que a palvra tudo englobasse todas as coisas pertencentes a um grupo, um lugar determinado etc. na cabeça desses lojistas, não. Tudo, na loja, se refere apenas a alguns itens selecionados.

Portanto, deve ser perfeitamente normal propor o seguinte:

"Tudo por R$ 49,90" (Camisas e calças) ?????

Ou, melhor ainda:

"Tudo por R$ 19,99; 29,99; 39,99; 49,99; e outros preços."

Ora, pra que se dar ao trabalho de fazer o cartaz??? Qualquer preço poderá ser cobrado!! Basta falar que vão cobrar de acordo com a cara do cliente.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Esaú e Jacó

Bem, agora estou na fase da paz. Assim, é a paz ou a depressão.

Meus filhos agora decidiram que vão brigar a cada momento em que estiverem ocupando o mesmo espaço. O detalhe é que o menor começa tudo. Logo ele que não fala e não anda. Não fala, não anda, mas sabe bater. E sabe que, se apanhar, pode chorar, que vai ser tratado como vítima. Sempre.

Mas tudo isso é feito no carro, com bolsas, sogro, sogra etc. O motorista vai agüentando o quanto pode. Fico pensando no Isaque, o pai de Esaú e Jacó. O cara tinha a responsabilidade de abençoar o mais velho, Esaú, que acabou sendo iludido pelo irmão Jacó.

Só que Jacó mudou de nome pra Israel e todo mundo sabe como a história se desenvolveu. Mal ou bem, o cara foi mais bem do que mal. Será que vai ser sempre assim?

Vamos ver.

Férias


Cenas do cotidiano:

1. Três cidadãs, cada uma com, pelo menos, 150 kg - nada contra-, levantam-se da mesa de pizzaria em Cabo Frio e, para surpresa do auditório, o que se vê na bandeja da garçonete? 15 latas de... Coca zero!

2. Cidadã mineira para atencioso guarda municipal cabo-friense:

"Por favor, você sabe onde nasce o pôr-do-sol?

Se ele souber, pode mudar de profissão.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Até que a morte...

Quem perde aliança em dia de casamento? Quem compra casa, faz a mudança, desfaz o negócio e se muda pra casa antiga? Quem compra as coisas sem ter dinheiro? Quem, apesar de tudo isso, consegue se manter dez anos casado?

Resposta tão óbvia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Perguntas que não querem calar

Essa é pro povo de Rio Bonito.

Dá pra alguém avisar pro presidente da ASCIRB que ele pode colocar fotos da família dele num flog?

Dá pra alguém avisar que ninguém dá a mínima pro que ele acha do governo Lula?

Dá pra alguém avisar que a coluna do Léo é pra lá de horrenda?

Dá pra alguém fazer uma foto da sociedade rio-bonitense sem a foto do Maurício Badr?

Dá pra alguém avisar o prefeito que folia de reis não tem nada a ver com o vereador?

Dá pra alguém me dizer por que a Bela Vista é o único bairro com calçada no meio da rua?


Dúvidas

Perguntas nunca ouvidas nas férias de um professor:

1. E aí, fessô, curtindo as férias?

2. E aí, fessô, vai dar aula pra gente ano que vem?

3. E aí, fessô, quando voltam as aulas?

Vivo ou morto


Depois de tanta comemoração de fim de ano, fiquei pensando em coisas que não dignificam ninguém, mas fazem as pessoas perderem um tempinho lendo. Por exemplo, imaginem se o John Lennon estivesse vivo hoje, que coisa entediante seria.

O cara estaria com 67 anos, devia estar fazendo palestras sobre aquecimento global. Não faria mais shows, pois na agenda não haveria espaço, devido às centenas de palestras.

Se ele estivesse vivo, o George Harrison nã teria se dado ao luxo de morrer.

Se ele estivesse vivo a carreira do Sean e a do Julina Lennon teriam decolado.

Se ele estivesse vivo, muito provavelmente teria sido um dos autores do Live aid, ou do USA for Africa.

Se ele estivesse vivo, algum grupo de pagode já teria feito versões de suas músicas mais novas, inclusive o Só Emoção.

Assim sendo, fica claro que algumas pessoas valem mais mortas do que vivas. Algumas moram perto da gente...

domingo, 30 de dezembro de 2007

Sucesso


Devido ao estrondoso sucesso de "Amorzinho gostoso", dois conjuntos já disputam o próximo sucesso: "Quero sua flor". São eles o Irritasamba e o próprio Só Emoção.

Eu já me imagino como grande produtor artístico ouvindo a galera cantar com os amigos aí do lado:

Já faz tanto tempo que eu
Não visito teu jardim
Me lembro de como era tão bom
Sentir teu cheiro de jasmim

Agora só penso em replantar
O nosso sentimento
Que cresça para relembrar
Nossos melhores momentos

Assim como um beija-flor
Teu néctar vou recolher
E o doce que de ti colher
Vai me curar a dor

Não quero apenas um gomo
Da sua fruta
Quero sua flor
Quero seu amor..."


O último tópico do ano é homenagem a todas as pessoas que contribuíram para a manutenção do blog (ou blogue, como qurem os puristas) : os amigos professores, as amigas solteiras sem prespectiva, os alunos malsucedidos, meus digníssimos filhos e esposa, a MPB, e, at last, but not at least, d. Andréa Maria, a senhora minha mãe, que, aliás, hoje fez um almoço pra trinta pessoas, que só virão semana que vem. (Essa, completa, fica pro ano que vem!)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Rap do adjunto adnominal

Alô, massa funkeira!
Vamos parar com esse caô de matar aula, hein!
Vamos acabar com esse estigma de ignorância!


Quando eu era moleque
Chamavam funk de balanço
As equipes davam bailes
Nunca entrava uma criança
Bandido não cantava
Não tinha proibidão
A galera da favela
dançava com disposição

Quando eu era moleque
Ainda não tinha Mc
O Catra ainda estudava
Morava no Catrambi

A galera ainda achava
Que era o futuro da nação
Dançava ao som da Pipo´s
mas ouvia Legião

Ali tinha um povinho
Que não se encontra igual
Sabia português
Tinha noção gramatical

Hoje funkeiro rima
Sal com futebol
Paz pra todo mundo
É alegria "pra geral!"
Então pra acabar com a fama de analfabeto
Mc. Prof. ensina
Adjunto adnominal

Funciona como atributo
Do substantivo
é parte periférica
Pode ser locução,
Numeral ou adjetivo
Só não confunda classe com função

Agora sim eu digo
Para o que isso serve
Só pra fazer concurso
Pois pro resto a gente esquece

Se liga aí, Geral,
no adjunto adnominal!