sábado, 22 de novembro de 2008

Ode ao fim do mundo

Adoro o lugar onde moro, pois vivo cercado de pessoas inteligentes. As pessoas têm bom gosto, são educadas e encantadoras. Mas o fato de serem tão inteligentes é o que mais me atrai.

Adoro quando dão as opiniões mais sensatas sobre como a novela das 9 tem contribuído para a degeneração do indivíduo. Sobre como assistir ao Fantástico aos domingos as fazem sentir-se mais informadas e cultas.

Perguntas do tipo "E o Obama, hein, o que acha?" ou "E a crise, que loucura, né?" me fazem saltitar de tanta satisfação, por conta do interesse que há no município por questões complexas.

Este lugar é um sonho. Aliás, não fosse Rio Bonito, só mesmo Iguaba me faria sentir tão bem com aquela praia maravilhosa, aquela faixa de areia que deixa as águas da laguna tão distantes da vista.

Adoro este lugar. Adoro as pessoas. Como são sociáveis e despreocupadas!! Aqui não há problemas com a vida alheia, simplesmente porque se ignora a vida alheia. Ninguém se acha melhor que ninguém, é o paraíso.

Melhor que isso tudo é ofato de ter um prefeito intelectual. Só isso já reflete toda a sociedade daqui. Um intelectual para intelectuais.

Não fosse Rio Bonito, só Iguaba.

domingo, 19 de outubro de 2008

Dotes artísticos

Sempre fui um incentivador da arte. Os lançamentos do Só Emoção e do Mc Prof. estão aí pra comprovar. O sucesso deste verão, entretanto, vem da terra do nunca: Rio Bonito - nunca tem nada de bom pra fazer; nunca se faz algo de inteligente. O sucesso é da banda emo 28800-000, o cep mais criativo do Brasil. A música: Você foi embora - em parceria com aquele cara do CPM-22...

Você foi embora

Hoje eu to triste
Você foi embora
Disse que tudo cansou
Comigo nunca se importou

Meu coração está em cacos
Eu não ligo mais pra mim
Tudo acabado
É o meu fim

Não quero mais amar
Preciso de alguém
Pra me tirar
Desse abismo
que é minha vida sem você

(Solo de guitarra com duas notas...)

domingo, 12 de outubro de 2008

Ciganinhas

Tem tempo de pia, de bola de gude, de morango etc. Aqui em RB tem tempo de cigano. É só a gente ir à ruapra quererem ler a mão.

"O que a senhora interpreta desse dedo médio?"

Novidades

Já estou me programando para as inaugurações que acontecerão de janeiro a setembro de 2012 aqui em fimdomundo.com. Até lá, fiquemos com a competência de uma só família.

Vamos mudar de "Deixa o homem trabalhar" pra "Vai trabalhar, hómi..."

Paradas

Hoje teve outra parada gay em Copacabana. Esse negócio está fugindo do controle. Antes as justificativas eram as de que o gay não deveria ter vergonha, e as pessoas deveriam respeitar as escolhas. Tá tudo certo. Repeito os gays, os metrossexuais, os bissexuais, a galera toda. Mas já deu o que tinha que dar, né (Sem trocadilhos.)

Além das paradas, temos as carreatas da vitória. Aqui em fimdomundo.com disseram que haveria. Eu não vi. Enfim... A carreata daqui é a única que tem mais cavalos do que carro, impressionante. Bem, depois de os cavalos passarem é que a população vai ver a merda que fica depois dessa eleição.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Educação de berço

Não adianta querer disfarçar: a pobreza de espírito é inerente a alguns seres humanos. Isso fica claro quando vamos a umas daquelas festas maravilhosas, aguardadas pro meses.
Não tem pobre que resista à passagem de um garçom com salgadinho. O cara nem sabe o que é, se o recheio é de goiaba com toddy, mas tá metendo a mão. E detalhe: a mão, na verdade, vira uma garra, tipo aquela da máquina de pegar bichinho. De cima pra baixo, a quantidade que der pra pegar, que couber na mão, tá valendo.

Frutas da estação

As recentes comparações entre atributos femininos e frutas t~em tomado conta da mídia nos últimos meses, muito por conta da precursora, a mulher-melancia. Interessante que as mulheres agora parecem quererser associadas a alguma fruta para alcançar o gosto dos homens. Tem a jaca, a moranguinho e por aí vai.
Entretanto, será que alguma mulher aceitaria ser chamada de mulher-fruta-do-conde? E mulher-abacaxi? E o pior é que, na verdade, o que mais tem é mulher-abacaxi, mulher-limão - respectivamente, a que só traz problema e a que está sempre de mau humor.
Jáestá mais do que na hora de atriguírem nomes de sucos de frutas, em vez da fruta propriamente dita, às mulheres de hoje. Até porque, quando surgir a tal mulher-açaí, ninguém vai comer. Nesse caso, só misturando com a mulher-guaraná...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Reclamações

Eu não sou de falar dos outros, todos sabem bem disso. Entretanto, fui dar uma de esperto e falei de espíritas. Eu prometi que não falaria de judeus, de católicos, de negros, homossexuais. Achei que o resto podia. Eu sei que depois de um post sobre vidas passadas, alguém incomodado colocou meu nome num prato de barro com farofa e e pipoca - Po, nem combinar a comida direito esse pessoal sabe, mas tudo bem. Resultado: fiquei mais de um mês sem escrever.
O pior disso tudo é que descobri por acaso. Um amigo estava em um centro de mesa desses de intelectuais lá em Del Castilho, quando o espírito do Paulo Francis se manifestou e mandou eu dar um tempo, maneirar no que dizia sobre o pessoal dos passes.
Quer saber? Larguei de mão. Não vou poupar ninguém. Daqui a pouco tá aquele negão judeu viadinho no meio de uma conversa séria dizendo que "Auschwitz foi foda..." O problema é que ele foi adotado.

sábado, 9 de agosto de 2008

Eleições

Adoro eleições. Afinal, não tem época melhor pra trocadilhos. Não tem época melhor pra se vingar da vida. Por exemplo, professora diz que tem penetração em vários bairros da cidade. Pô, professora, com penetração em vários bairros? Frase com professora e penetração beira a agramaticalidade - a não ser que se trate de uma conhecida professora de inglês do município.

Algumas perguntas se fazem essenciais em momentos como esses. Por exemplo, o que faz uma vendedora de cachorro quente, um dono de loja de automóveis, um idoso cuja única qualificação é ser idoso, outra cuja qualificação é ser esposa de chefe da Guarda? As pessoas se acham realmente mais do que são.

Por exemplo, contam que um ilustre munícipe foi várias vezes convidado, mas nunca aceitou, pois não tinha mais vaga pra Deus. E olha que o pessoal dele chama Deus de Alah...

Eu se fosse candidato perderia por causa do nome. "Professor Gerson"; "Gerson da CNEC"; "Gerson do deboche"; "Gerson do esculacho"; "Gerson pardo". Tudo isso podia ser alcunha. O partido tinha que ser um liberal, tipo o DEM, pois não vou me candidatar em partido nanico. Talvez o melhor fosse me candidatar como "Gerson!!", uma vez que só assim poderia resumir o que sinto de mim mesmo. O problema são os eleitores, pois têm problemas com sinceridade. Eu já ia falar que não me importo com ninguém.

Com relação aos candidatos a prefeito, minha grande preocupação é com a dentadura nova do Reis. Se o cara continuar rindo daquele jeito, ela cai em um comício. Ah, tem também o Aissar e sua coerência. Fenomenal.

No meio dessa onda toda eu só me arrependo de um dia ter começado a estudar. Por conta disso, nunca poderei ser prefeito da cidade.

sábado, 12 de julho de 2008

Pensamentos avulsos

Gêmeos só poderiam permanecer juntos até, no máximo, os quinze anos de idade. Passou disso é freak show. Qual a razão de ser de duas mulheres, escovadas, cento e poucos anos, gêmeas, estarem juntas em uma festa de aniversário? Aniversário de criança!! Criança não registra, pô. Vão ficar traumatizadas, sem saber o porquê da assombração...

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Que estratégias se utilizam para que uma mulher se passe por gostosa?

Bem, a número 1, obviamewnte, é usar o tal do legging. Mas tem de enfiar a calcinha, pra dar a impressão de que está sem e pronta para uma vida sexualmente ativa.

A estratégia 2 é a de se apertar o máximo possível. Por exemplo, aquela menina manequim 48 que insiste em usar 42.

A estratégia 3 é a do soutiens (barbarismo, eu sei...) que modela. A mulher tem aquele peito tipo "jogada-número-2-que-fazem-no-vôlei" - com os dedos em v de cabeça pra baixo, aperta os melões e dá impressão de que colocou 350 ml de silicone. Engana alguns.

Estratégia 4: atitude. A mulher pode ser feia. Mas não pode se render, tem que ser marrenta, senão não sobra nada.